A interpretação de muitos mundos ou É assim

Afagos e carícias não trocados

me doem.

Das gargalhadas que ainda não ouvi

sinto falta.

Quando descobrimos que a felicidade chegou

o que dela fica?

O que se esvai?

 

As pessoas mudam.

Ou são sempre aquilo pro que elas nasceram?

São os erros que se repetem.

Porque achamos que eventualmente se tornarão acertos?

Ou porque o que é errado para um

é a verdade cravada na carne do outro?

 

O amor que eu quero para mim

é ainda aquele amor feinho

que planta beijo de três cores ao redor da casa.

Ou ele se transformou nesse meio tempo

com as revistas de moda, os esteroides, as cirurgias plásticas?

Foi ele que mudou e me deixou pra trás

ou eu que fiquei aqui, estoico, sozinho?

 

Eu que nem sou dono de mim

e insisto em querer ser a pessoa de outro alguém.

Eu que nem mudo.

Que vejo a beleza nas pequenas coisas.

E me esqueço que tem um mundo ao meu redor.

Que não gira em torno de mim,

mas me acerta em cheio quando roda e gira e se mexe.

 

Dizem que amor feinho não tem ilusão,

que o que ele tem é Esperança.

Mas não me disseram que ele sangra.

Que ele se esmaga quando o mundo passa por cima dele.

Que o amor feinho não olha pros outros,

mas que uma hora ele deixaria de olhar também…

para mim.

Fabio Oliveira de Souza,

photo

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