Máscaras

Um amigo que lê o que eu posto aqui me disse que eu escrevo em inglês para manter pelo menos uma das minhas máscaras. Bem, eu acredito que seja parcialmente verdade, pois em inglês eu estaria selecionando ainda mais quem tem acesso a um pouco do que sou e penso. A partir de agora vou postar em português, e de vez em quando em inglês porque eu “góisto”.

Ontem um ciclo complexo e muito importante da minha vida se fechou. Rituais de passagem nunca foram meu forte, eu nunca os entendi muito bem e quando via já tinha sido batizado, beijado, graduado. O ritual de ontem não era oficialmente meu, uma colação de grau, mas marcou o fim de uma fase muito rica de minha vida. A pessoa com quem eu me relacionei por mais de sete anos se formou, nós estamos separados já há algum tempo mas eu ainda tinha esse grande compromisso, que para mim foi uma honra e prazer ter atendido. Confesso que pensei em não participar dos eventos, mas não tinha sinto que aquilo ali era meu também, de certa forma um direito adquirido de fazer parte de tudo. Foi tudo muito lindo, emocionante, de arrepiar. Estou muito triste ultimamente, ainda não superei todas as perdas recentes, mas foi uma noite de alegria.

E o momento de ontem foi contagiante. Duas pessoas que fazem aula de pilates comigo e minha amiga Lizaura comentaram que deve ser muito bom o nosso ambiente de trabalho, que gostariam de trabalhar conosco. Me senti honrado e fiquei cheio de orgulho da minha equipe. Hoje pela manhã tive essa notícia durante o trabalho, um mutirão de saúde da mulher, que aconteceu pela primeira vez com a ajuda de meus estagiários, uns doces de pessoas que fizeram a minha manhã gloriosa.

Agora estou em casa arrumando o quarto, editando um videozinho e chorando. Triste a vida passar, as pessoas, os amores, os momentos irem ficando para trás e não termos como controlar isso. Sinto muita saudade do Apolo e sinto um pouco de culpa por ter deixado uma criatura tão doce morrer. Sei que não foi minha culpa, mas parece que eu interferi no processo de vida dele de alguma forma para o mal e que se ele nunca tivesse me conhecido talvez o futuro dele tivesse sido diferente. Triste isso, eu sei, mas estou tentando superar.

Ao vazio que o Apolo deixou se somam outros. Meus amigos eu não vejo o tanto o quanto queria, vou sentir falta da família Junqueira, essa semana acredito ter estado com todos eles pela última vez, sempre tão carinhosos comigo. Momento de buscar novas pessoas e resgatar as que ainda me restam.

São 15:10 de um sábado ensolarado. Vou sair e tentar viver um pouco.

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