About moms and criticism

Sempre tem alguém ao nosso lado ou muito longe pronto para lançar-nos uma crítica, que pode ser positiva ou negativa, o que espera-se é que seja minimamente construtiva. Nem sempre é o que acontece. Desde criança eu tenho dificuldades com críticas, talvez porque toda criança e adolescente tem uma voz interna dizendo que não somos bons o bastante, no meu caso, como o de uma personagem da TV, minha voz era externa e vinha da boca do meu pai. Quando ouvia uma crítica eu costumava concordar com a cabeça e dentro de mim eu tentava formar um roriuguem de fogo para lançar na boca de quem me criticou. Isso não me impede ter auto-crítica, que diga-se de passagem é bem sagaz e me impede de fazer muita coisa, como por exemplo usar óculos de sol a noite e pintar meu cabelo de loiro.

Não sou bom em muitas coisas, excelente em apenas um par delas, e no restante estou na média ou abaixo dela, como qualquer ser humano regular. Existem características minhas que gostaria muito de aprimorar, adoraria aprender a tocar piano, a aprender mais línguas, ter algumas aulas de etiqueta, aprender a comer sushi e arroz com pauzinhos, fazer umas aulas com um fonoaudiólogo e deixar minha voz menos estridente. Mas a falta disso não me incomoda, me sinto bem comigo mesmo apesar de minhas inabilidades. Eu imagino que a vida de uma pessoa que domine tudo deva ser bem entediante, não ter mais o que aprender ou aprimorar dever ser enfadonho.

Escrever para mim é algo prazeiroso, libertador, esclarecedor. Dom para escrever eu não tenho, nem mesmo esforçado pois nem de dominar a gramática ou o dicionário de sinônimos e antônimos eu sou capaz. Na escola fundamental eu até levei reguada da professora de português, eu troquei eis por ois em um dos meus para-casa, equivalente na época a entrar na escola armado atirando em todo mundo. No ensino médio que me apaixonei pela língua, por livros, e finalmente aprendi um pouco dessa lusofonia. Não tenho a presunção de escrever poemas, ensaios, romances ou qualquer tipo de material com valor cultural. Digo isso em resposta ás duras criticas que recebi, de uma mente atormentada, que quase me fizeram tirar esse meu cantinho do ar. Bobeira, isso aqui é só uma distração e quem me conhece e lê sabe disso. Fiquei bem chateado, não sabia que meu português andava tão capenga. Rs. Time to improve something! Anyway, the show must go on!
Segundo domingo do mês de maio, dia das mães e minha mãe está viajando, longe de mim e de suas outras crias/criaturas. Minha mãe é bem atípica no seu cargo, quando éramos criança era ambígua por demais, ao mesmo tempo que nos protegia demais nos deixava à mercê da tirania do meu pai. Ela adorava o fato de eu e meu irmão João Paulo gostarmos de ir para a escola, mas não se opunha ao fato de meu pai nos fazer matar aula para ajuda-lo a carregar telhas. Adorava nos presentear mas nos obrigava a dar nossos carrinhos para os vizinhos menos afortunados, mesmo sob protestos em forma de choro estridente. Sempre abraçava e beijava meus primos e primas, eu e meus irmãos muito raramente.

Quem mais sofreu fui eu, do ponto de vista emocional, e o Joãozinho, do ponto de vista físico, pois eu ficava entediado e quebrava as telhas na cabeça dele. Nunca passamos uma páscoa sem ganhar chocolates, Natal ou dia das crianças sem presentes caros, mas por outro lado faltava carinho, nunca fomos uma família de demonstrar afeto; abraçar, beijar, dizer que amávamos uns aos outros não era parte de nossas rotinas. Minha terapeuta quer que eu supere isso, eu sempre acho que superei, mas sei que se trata de algo de que sempre será motivo de lamúria por minha parte. Amo demais minha mãe, minha família, e acho que com todo mundo é assim, é um amor incondicional mas com algumas sombras que tornam seu contorno menos nítido. Isso ainda vai me render muitas sessões…

Daqui a pouco vou correr com meus cães, eles estão entediados como eu. Estamos assistindo Modern Family e acabei de ver um comercial hilário do Banco Itaú: no vídeo eles entregam para algumas crianças uma série de produtos tecnológicos das décadas passadas, como um Atari, disquetes, gravadores de fita cassete. Uma das crianças julgou que o Atari serviria para fazer churrasco. Morri de rir aqui.

Desejo a todas às mães, madres, Mütter, mothers do mundo um feliz dia, cheio de amor, carinho e presentes.

Dedico a Elrondina, minha mamãe de coração,Beatriz, que deve estar em Valfenda tecendo tapetes élficos e olhando pra nós com muito carinho, esse poema que nem é meu, é do Seu Drummond 🙂

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Katjinga adotou o porquinho Paulinchen, que foi encontrado pelo seu dono quase morto em uma fazenda abandonada

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