Três pratos de trigo para três hijras tristes


Acho que meu dia de fúria se acabou. Ontem achei que eu enlouqueceria, cheguei em casa atordoado e não tive condições de fazer nada de produtivo até o início da noite. Hoje acordei muito melhor, sorriso largo no rosto, fiquei até vendo vídeos no YouTube com os rapazes da TV a cabo, dei a eles os bombons ruins que eu ganhei na páscoa e todo mundo ficou feliz. Apolo tentou derrubar um deles, o menor, morri de rir, não teve como conter, o cara achou que ele era fêmea e Apolo deve ter se sentido ofendido. Eu também ficaria irritado, mas ao invés de pular e tentar derrubar o agressor eu simplesmente lascaria-lhe um tapa na cara.
Apolo está aqui, deitado com as patinhas postas, esperando a Vida Berenice se esbaldar de ração para então ele ter sua vez. Adoro a carinha que ele faz, paciente, temoroso, ansioso, enquanto a Vida faz a maior hora para comer, como se fosse manjar turco, e não ração Biriba. Mentira, a ração não é Biriba, mas algo quase do tipo. Se Apolo fosse humano ele seria um galã de novela, Vida Berenice seria uma bitch.
Estou assistindo O Clone, uma das minhas novelas prediletas, cheia de clichês e balangandãs, mas divertidíssima. A abertura da novela para mim é uma da melhores de todos os tempos, as músicas interessantes e a trama totalmente água com açúcar. Eu estava no primeiro período do curso de medicina quando a novela foi ao ar originalmente, era uma febre na época, todo mundo via e as mulheres e hijras todas usavam as joias da Jade. Engraçado que a novela foi ao ar na época dos atentados de 11 de setembro, e agora que Osama foi morto e o atentado está prestes a completar 11 anos ela está novamente no ar, como que de propósito, uma visão tupiniquim do mundo árabe, tão em voga na última década. Queria continuar sendo velho e ter uma babá como a Zoraide, que me diria que tudo que fiz de errado não é minha culpa, mas de um gênio ruim que me possuía. Insh Allah! Apolo também adora O Clone, Vida Berenice prefere Vamp.
Descobri as hijras em outra novela da mesma autora. Já tinha ouvido falar em homens que eram criados como mulheres no oriente, sem necessariamente serem homossexuais. Mas acho que era na Polinésia, uma ilha pequena. Não sabia que elas existiam também no mundo hindu. Acho que uma hijra no universo de O Clone morreria de tanto levar chibatadas, capítulo após capítulo. Nossa, a Jade acabou de ser jogada no vento, tadinha. Queria que criassem uma novela com as dancinhas da Jade, os vampiros do mal de Vamp, a Nazaré e Rutinha e Raquel. Seria linda, divertida e cheia de entreterimento para a família brasileira.
Que falta do que escrever, hein. Acho melhor ir passear com os cachorros.

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