Unlovable, but not that much.

Cansei de estudar transtornos de ansiedade e sua abordagem na atenção primária a saúde e resolvi escrever sobre a aventura que vivi com minha progenitora, vulga mãe, essa semana. É mesmo com nossas mães que vivemos a maior parte dos momentos constrangedores de nossas vidas, e também os mais intrigantes. Minha mãe é 18 anos mais velha do que eu, quando ando com ela na rua acham que somos namorados, ela está bem conservada, ou eu acabado demais.  Ela é arietina, faz aniversário semana que vem, segunda filha de um casamento que aumentou a população brasileira em 12 pessoas que comem feito búfalos e contribuem muito para o aquecimento global e tudo mais.

Minha mãe tinha consulta médica, estava manhosa e eu era a única companha viável. Odeio ir ao médico com parentes, eles acham que eu tenho um certo poder, que, combinado ao poder do médico assistente, os livrará de todo e qualquer mal. E quando vou ao médico com minha mãe isso é potencializado, é como se eu deixasse de ser um simples terráqueo e me tornasse um Lanterna Verde. O angiologista dela, que também se chama Fábio, é um excelente profissional, mas eu já havia sido envergonhado na frente dele demais para poder levar minha mãe a consulta essa semana. Mas não teve jeito, meu pai e meus irmãos me pressionaram, fui com minha roupa de ginástica, para usar como desculpa para ficar dentro do carro e não entrar no hospital.

No carro ouvi musica no meu iPhone e dublei um pouco. Caiu uma chuva torrencial, que começou assim que minha mãe saiu e terminou segundos antes dela voltar. Nesse meio tempo uma van estacionou atrás de mim, bem perto, e um piloto colocou sua motoca entre o carro de minha mãe e o da frente. Eu não percebi.  O carro de minha mãe não tem ar condicionado e nem estava com o aparelho de som instalado, antes que alguém me culpe pelos fatos que irei relatar na sequência.

Quando minha mãe voltou notamos que estávamos presos, a moto estava muito perto e a van também. Esperamos até o motoqueiro aparecer, o que demorou mais ou menos uma hora e me rendeu um grande pedaço de torta de morango regado a Guaraná Antártica, afinal estávamos bem enfrente a uma das últimas lojas Bendita Gula de Belo Horizonte! O motoqueiro chegou e tirou a motocicleta, olhei para ele com cara de gota, minha mãe esbravejou algo e finalmente nos imaginamos livres. Foi quando tentei dar a partida no motor e o carro não ligou. Eu ri, minha mãe gritou um “E agora!”. Que desespero.

Um passante disse que era só descer a rua onde estávamos e o carro pegaria no tranco. Eu sabia que eu não conseguiria fazer o carro pegar no tranco, mas tentei. Nada, e agora ao invés de um carro estragado estacionado junto a calçada tinha um carro morto no meio de uma das avenidas de maior movimento da cidade. Liguei para o meu seguro que por sorte cobria eventualidades onde eu estivesse dirigindo carro de terceiros. Ufa. Mais quarenta minutos de espera.

O carro parou bem enfrente a uma obra e os pedreiros ficaram mexendo com minha mãe. Tive crise de riso, ela ficou vermelha. Um deles gritou: “Oh dona gostosa, não fica parada aí que vão te roubar, roubaram uma mulher aí essa semana”. Eu chorei de rir, e minha mãe respondeu educadamente: “meu carro estragou, não tem nem jeito deles me roubarem”. Tétrico.

O funcionário da seguradora que foi ao nosso encontro quis nos vender uma bateria superfaturada, disse que a da minha mãe estava péssima. Minha mãe ligou pro meu pai, meu irmão, ouviu opiniões e decidiu não comprar nada, pediu para que ele fizesse apenas a chupeta e nos deixasse em paz. Em 40 minutos já estávamos em casa, eu perdi minha aula de RPG, mas me diverti muito. Em outros tempos acho que eu teria me estressado demais com essa tarde. Talvez a tormenta esteja passando e os novos tempos tenham chegado.

Enquanto esperava pela minha mãe ouvi uma música que adoro, ela está na minha cabeça desde então e me peguei várias vezes cantarolando, como um mantra. All I wanna do is find my way back into love. I can’t make it through without a way back into love… I mean it!

Tive algumas surpresas essa semana, que ainda está na metade. Tem uma pessoa gostando de mim, mas eu não posso corresponder. É alguém de certa forma próximo, com diversas qualidades mas minha natureza, literalmente, me impede de retribuir o sentimento da forma que me requer. Fiquei lisonjeado, estou me sentindo tão unlovable nos últimos dias.  Uma amiga me contou que eu era alvo dos sentimentos dessa pessoa, achei que fosse brincadeira, depois fiquei preocupado com a pessoa, não gostaria que ela realmente estivesse apaixonada pois decerto o sentimento nunca seria recíproco. Mas pelo visto é só um interesse, uma curiosidade, uma admiração pela minha humilde pessoa. Legal se sentir querido, não é mesmo?

Um dos meus alunos me convidou para participar de uma corrida com ele, outra surpresa muito grande que eu tive. Estou expandindo meu círculo social de maneira exponencial, me vejo recebendo convites e frequentando lugares que outrora eram bem insólitos para mim. Estou descobrindo um novo universo de possibilidades. Não sei se consigo terminar uma prova, estou correndo bem menos do que eu costumava há 2 ou 3 meses. Não tenho tido muito tempo, isso é bom, sinal de que eu estou me ocupando e sendo produtivo também em outros aspectos. Vou correr com o meu aluno!

Minha amiga, Vanilde, técnica de enfermagem da equipe de saúde da família da qual faço parte, pediu transferência do nosso centro de saúde. Fiquei muito triste, a tenho como um amigão, daqueles pra quem você conta de tudo sem medo de julgamentos ou olhares tortos. Ela é mais vivida do que eu mas parece um adolescente espinhento, sem as espinhas. Nós nos divertimos muito juntos, ela me faz rir como ninguém e me leva carambolas, bombons e balas para alegrar minha manhãs. Vou sentir muita falta dela, estou torcendo para que ela mude de ideia.

Começou na semana passada a grande temporada de aniversários do outono de 2011. Meu irmão há alguns dias, semana que vem dois grandes enormes e amados amigos, em seguida minha mãe, diversos amigos do trabalho, minha prima que mora comigo, minha sobrinha e afilhada, meus outros irmãos e por aí vai, até junho. Quero dar presentes! Acho muito legal sair para escolher presentes e nesse meio tempo me encher de penduricalhos. Egoísmo? Não, comodidade. Tirei várias coisas de meu guarda-roupas recentemente, amassei, rasguei e joguei no lixo. Bom momento para repor alguns itens perdidos. Let’s go shopping!

Estou assistindo agora ao excepcional episódio do casamento de Glee. Lindas canções e homenagens. Adoro o Fin cantando para o seu irmãozinho. Choro até. É o meu jeitinho. Vou enxugar as lágrimas e voltar aos meus estudos, tenho que montar uma apresentação e ainda nem comecei.

É sempre bom escrever. I’m loving it.

 

 

Way Back Into Love   –> Letra e Música (filme)

I’ve been living with a shadow overhead
I’ve been sleeping with a cloud above my bed
I’ve been lonely for so long
Trapped in the past, I just can’t seem to move on

I’ve been hiding all my hopes and dreams away
Just in case I ever need them again someday
I’ve been setting aside time
To clear a little space in the corners of my mind

All I wanna do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
Oh oh oh

I’ve been watching but the stars refuse to shine
I’ve been searching but I just don’t see the signs
I know that it’s out there
There’s gotta be something for my soul somewhere

I’ve been looking for someone to shed some light
Not somebody just to get me through the night
I could use some direction
And I’m open to your suggestions

All I wanna do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
And if I open my heart again
I guess I’m hoping you’ll be there for me in the end

There are moments when I don’t know if it’s real
Or if anybody feels the way I feel
I need inspiration
Not just another negotiation

All I wanna do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
And if I open my heart to you
I’m hoping you’ll show me what to do
And if you help me to start again
You know that I’ll be there for you in the end

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