Rick Martin, Moulin Rouge, Glee e outras coisas

Meus amigos em sua grande maioria acham que estou pronto para um novo amor. Eu não sei ao certo, não acho que estou pronto, não sei se um dia estarei, minha vontade agora é de nunca mais me apaixonar. Parece que me sinto como se a Páscoa tivesse sido ontem e eu me enchi de chocolate, não vou querer mais por um bom tempo. É diferente eu estar pronto para me aceitar como solteiro, aceitar o término de um namoro de muitos anos e eu estar pronto para outra. Kurt, um dos personagens mais interessantes de Glee, disse no episódio dessa semana que esse ano é o ano dos solteiros. Será?

Eu revi ontem um filme bem interessante, Scott Pilgrim vs. The World. Um filme geek, sobre um jovem adulto numa jornada  frenética contra sete ex super malvados para manter sua namorada. Não quero estragar o final do filme, mas me identifico tanto com o processo de evolução do personagem principal, de alguém que buscava conquistar as mulheres e se afirmar como garanhão, passou a ser alguém que buscava por si mesmo. Tudo bem que o personagem tem quase uma década de vida a menos que eu, mas quem disse que eu não estou atrasado nesses processos? Scott em sua batalha final nota que tem-se que lutar por nós mesmos para depois pensar em lutar pelos outros. A mesma conclusão em que cheguei diversas outras vezes, eu sei, mas é bom reafirmar algumas coisas importantes.

Outro personagem de Glee, a louca Rachel, levou mais um fora de seu ex e cantou Firework, também no episódio de Glee dessa semana. Ela cantou logo após dizer ao seu ex que se sente livre para ser feliz novamente, com forças para seguir em frente, e o agradecer. Foi linda a cena, triste, mas empolgante. Bem parecido como que estou vivendo, mas eu não canto tão bem como ela, apesar d’eu cantar melhor que a Sandy.

Três personagens adolescentes me dando lições de vida. Que miséria. A adolescência é mesmo a fase mais interessante da vida, de mudanças bruscas no corpo, na mente, nas emoções, nos desejos e impulsos. Todos os grandes sonhadores vivem com um pé nessa fase da vida, impossível sonhar sem se sentir um adolescente, com medo do novo mas doido para experimentar. Eu sou assim, goste ou não.

E supondo que eu esteja pronto para um novo amor, onde eu encontraria essa jóia rara? Eu não saio para balada, não curto bar. Não acho que em livrarias eu consiga paquerar, sou tímido. Bate-papo, GrindR, MSN, Facebook? No way. Seria legal demais se alguém caísse do céu… Não custa sonhar, não é mesmo?

Tive um sonho divertidíssimo essa noite. Eu, minha mãe e meus irmãos, Léo e André, estávamos em Washington DC e tínhamos o poder de dar superpulos, estávamos conhecendo a cidade pulando para baixo e para cima, da Casa Branca, pro Congresso, de lá pro Zoológico, KFC, shopping center. Algumas vezes caíamos em piscinas de mansões, mas estava fazendo muito calor e tudo era uma festa, até que uma mendiga com um monte de sacolas foi atingida pelo meu irmão e morreu. Tipo que nós não nos comovemos com a morte da mendiga, mas com a morte dela os deuses tiraram nosso poder de dar superpulos, então tivemos de continuar a conhecer a cidade a pé. Quando perdemos nosso poder de pular também voltamos no tempo, andávamos por uma Washington com ruas de terra, cheia de carruagens puxadas por cavalos bem cuidados e ocupadas por senhoras com aqueles vestidos enormes cheios de babado. Eu queria muito encontrar um monumento que eu não sabia qual e por estar no passado, tipo no século XIX, não havia sinal 3G da TIM e o meu iPhone estava bem lento, sem GPS também. O sonho terminou quando acordei com sede. Eu quero voltar a DC um dia, não conheci muita coisa, a cidade é muito grande, muito ampla, tudo muito espalhado. E fazia muito frio quando estive lá, era inverno, os dias mais curtos. A cida está cheia de histórias para contar, quero estudar antes do retorno.

Tive um dia corrido, banho nos cachorros, faxina no quarto, limpei coco do Apolo, coloquei minhas leituras em dia, mandei e-mail desaforado para meus alunos irresponsáveis, tive aula de RPG, fui a academia, corri, assisti Glee, Fringe, brinquei com minha afilhada e não chorei de tristeza em nenhum momento. Não sorri hoje, se bem que Glee me faz rir sem perceber. Espero que meus dias sejam sempre assim, cheios, gostosos e com mais risadas. e que com o passar do tempo as aulas de RPG sejam menos dolorosas.

Terminando esse post estranho, ontem eu estava numa livraria e me surpreendi, serendipity no talo. Peguei a biografia do Rick Martin e fui ler a contracapa. Um elogio de Paulo Coelho, nada contra nenhum dos dois, mas não são pessoas que eu admiro. Mas ali, Paulo Coelho fez uma citação de um poeta persa, de quem eu já tinha lido algo, que eu achei extremamente interessante.  Hafez escreveu um dia: Nem mesmo sete anos de alegria justificam sete anos de repressão. Li isso e tomei meio que um soco na boca do estômago, não quero falar sobre o que significou para mim, quem está por dentro do que se passa em minha vida deve compreender, quem não sabe procure ler os posts anteriores. LOL

Tenham todos uma ótima semana!

 

Vídeo do dia: Moulin Rouge – O amor em Vermelho. Minha cena favorita do filme, que vi sete vezes só no cinema em 2001. A única cena em que não choro de tristeza, mas de alegria, me dá arrepios. Usaram trechos fantásticos de músicas que amo. Check it out:

 

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