Is it my Poker face?

Tem gente que tem a manha em despertar os sentimentos errados nas pessoas. Eu sou o expert no assunto. E quando consigo despertar o sentimento que quero eu não o alimento, por que sou imbecil ou porque aconteceu fora de meu controle. Desde criança, as meninas ficavam apaixonadas por mim na quarta-série porque eu não puxava o cabelo delas como os outros meninos ou porque meus cadernos eram organizados e eu não ia sujo pra escola. Na adolescência não foi diferente, alguns amigos e amigas se apaixonaram por mim e eu não correspondi, respondi lindas cartas de amor, bombons de damasco, cartões e telefonemas anônimos. Na vida adulta o mesmo sofrimento, pois tive amigos e amigas que se apaixonaram por mim e eu covardemente não consegui retribuir. Quando eu finalmente me apaixonei e fui alvo da paixão de alguém eu não soube lidar com a situação e voltei a ficar sozinho. Agora que estou solteiro minha maldição volta a me perseguir, machuquei pessoas sem querer e me sinto mal por isso.

A cabeça das pessoas é uma caixinha de surpresas e para alguém como eu, tímido, desajeitado, com dificuldade extrema em me expressar de maneira clara, ocorrem sempre desencontros de informações/propósitos. Na vida amorosa isso é problemático, porque com amigos se resolve tudo de forma muito fácil. Mas quando despertamos o amor do outro e não podemos corresponder, pelo motivo que for, é muito chato, muito sofrido. Odeio quando isso acontece. Não me acho um partidão, deixo isso bem claro, pelo contrário, me acho extremamente ordinário, não faço sucesso em balada, churrascos, praia ou afins. Mas acho que até pelo fato deu esconder demais meus sentimentos e características mais marcantes os outros acham que eu sou uma pessoa simples e fácil de amar. Só que não é assim.

Estou numa fase tão diferente da minha vida, de separado, divorciado, ainda não me sinto solteiro, parece que a papelada ainda não foi assinada e eu não estou totalmente livre. Não estou pronto para um novo relacionamento, não estou mal como estava há algumas semanas, estou vivendo minha vida o mais normal possível, não sei o que vai ser do meu futuro amoroso, mas o meu futuro como um todo estou garantindo. Estou carente, fato, mas de amigos, de conversar, de colocar pra fora meus sentimentos, como faço aqui nesse espaço. Mas não quero me apaixonar tão cedo, como diria a música do filme O casamento do meu melhor amigo: Oh Oh Oh, I will never fall in love again. Never fall in love again. Until tomorrow.

Eu ainda amo meu ex desesperadamente, não consigo me imaginar completamente feliz sem ele, ainda. Não acredito que ele queira voltar comigo e estou tentando querer o mesmo, não mais voltar. Mas foram quase sete anos de relacionamento, não se recupera assim da noite para o dia. Ele saiu do relacionamento muito magoado e talvez seja mais simples me apagar de sua consciência, mas eu não saí com mágoa, tenho minhas reclamações, mas não são tão importantes que me fariam querer ficar longe dele. Então, quando não se há remédio, remediado está. Estou aprendendo a viver com essa realidade e a partir de hoje nada de amigos novos. Já se passaram três meses, acredito que se ele quisesse pensar e avaliar já teria dado tempo.

Mudando de assunto, Apolo esta me deixando louco. De amor. Ontem fui brincar com ele na garagem, pareciam duas crianças, ele cheio de energia, carinhoso até mandar parar. Claro que Vida participou, mas quando ele faz parte da brincadeira ela fica tensa, afinal ele pesa umas oito vezes o peso dela, seria como eu brincar com um cavalo e o cavalo querer andar em cima de mim, pisar na minha cabeça. Não sei se é a ração de melhor qualidade que estou comprando ou se é a idade, mas Apolo está tão elétrico, achei que com o tempo ele fosse ficar mais sisudo, sério, carrancudo, mas que nada, a cada dia ele aprende uma picardia nova!
Minha mãe ao me ver brincando com eles comentou que há alguns dias visitou uma amiga que mora na favela e que o melhor cômodo da casa, com tábua corrida e tudo, era o quarto dos cachorros. Eu não sei por que ela fez o comentário, ela briga comigo diariamente por causa dos meus cães, faz complô com meu pai para que eu me livre deles. Aqui em cas aminha mãe que manda, meu pai é bem bravo e tal, mas ela é o homem da casa.  Ela sempre fala que se eu der a Vida pra ela, dela ela cuida. Mas porque ela é parenta da Bianca, nossa cachorrinha que passou mais tempo conosco, além de ter sido presente de minha avó.

Nesse final de semana tenho dois chás de bebê, tenho que sair pra comprar fraldas, muitas fraldas. As pessoas não param de se reproduzir, nunca ouviram falar em controle de natalidade? Brincadeira, as duas novas mães planejaram os filhos e ambas estão muito felizes. Vai ser bom, deverei encontrar amigos que não vejo há meses, estou com saudades de muitos deles, com por exemplo da Paula.

Amanhã tenho encontro com meus alunos pela manhã e estou tão ansioso. Não consegui me preparar direito, estou muito aéreo essa semana, acho que foram os novos exercícios de pilates, devem ter destroncado meu tronco encefálico, estou lerdo, esperando por algo que nem sei o que é. Vou estudar um pouco agora para não chegar lá e passar vergonha.

Ai que deprê, queria tanto ter o que fazer, pra quem ligar. Ao invés disso vou ler uns arquivos em PDF. Fracasso!

 

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